ISIDE ET OSIRIDE

SAECULUM I - D.C

DE ISIDE ET OSIRIDE

PLUTARCHUS

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Em Ísis e Osíris, Plutarco não se limita a narrar um mito egípcio: ele interpreta uma tradição inteira como corpo de sabedoria simbólica. A obra apresenta Osíris como princípio régio, ordenador e fecundador, enquanto Ísis surge como inteligência sagrada, potência de busca, reunião e reconstrução. Quando Osíris é traído, morto e desmembrado, o texto revela mais do que uma tragédia divina: mostra a ruptura da ordem, a dispersão do corpo sagrado e a necessidade de recolher os fragmentos da verdade. Ísis, ao percorrer a terra em busca das partes de Osíris, representa a força que não aceita a ruína como fim, mas trabalha para restaurar a unidade perdida. Já Tifão encarna violência, desmedida, perturbação e força hostil à harmonia do cosmos.

 

Plutarco lê esse mito em chave filosófica e iniciática. Para ele, os egípcios ocultavam ensinamentos profundos por trás de imagens, nomes divinos e operações rituais. Assim, Ísis e Osíris se torna uma meditação sobre morte e restauração, queda e recomposição, caos e ordem.

 

O livro mostra que o sagrado não está apenas na figura dos deuses, mas no movimento eterno de perda, busca e reintegração. É uma obra sobre mistério, poder, luto, reconstrução e permanência daquilo que, mesmo ferido, não pode ser anulado.

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